quarta-feira, 18 de julho de 2012

Política - Padre Henrique

Comissão recebe dossiê do caso

A Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara - responsável por investigar as violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988 em Pernambuco - recebeu um dossiê que deve contribuir no esclarecimento do caso do padre Antônio Henrique Pereira Neto, que foi sequestrado e morto sob tortura, em 1969, pelo Comando de Caça aos Comunistas (CCC). A documentação foi entregue pelo jurista e membro da Comissão Nacional da Verdade, José Paulo Cavalcanti Filho, na Secretaria Executiva de Justiça e Direitos Humanos (SEJUDH), no bairro Ben­fica.

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http://www.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/edicaoimpressa/arquivos/2012/Julho/18_07_2012/0097.html

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Contas públicas - Câmara Municipal de Olinda já deu exemplo com extinção do auxílio-paletó

Após cerca de 3 horas de debate na sede do PT em Brasília, o Diretório Nacional do PT - instância máxima do partido - negou nesta segunda-feira (25) o recurso impetrado pelo prefeito João da Costa. O gestor contestou a imposição da candidatura do senador Humberto Costa feita no último dia 5 pela Executiva Nacional da sigla. Foram registrados 49 votos contrários, 19 favoráves e 3 abstenções.

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http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2012/06/25/diretorio_nacional_do_pt_nega_recurso_de_joao_da_costa_e_prefeito_esta_definitivamente_fora_das_eleicoes_133237.php

domingo, 17 de junho de 2012

ARTIGOS - OPINIÃO JC - ARQUIVOS INCENDIADOS

Juracy Andrade ju.andrade2010@ig.com.br

A Comissão da Verdade pernambucana foi muito bem escolhida e, sob a coordenação do advogado, escritor e ex-deputado Fernando Coelho, tem condições de fazer um bom trabalho de resgate da realidade que os saudosos da ditadura pretendem deixar em eterno esquecimento. Ele entende bem de política e de direito. Sabe das coisas, como se diz. Tem aí algo estranho: por que não querem a verdade divulgada aqueles que se aproveitaram da ditadura, seja para transformar o Brasil no grande quartel de seus sonhos positivistas, seja para enriquecer ilicitamente sob a proteção da censura ou ter uma oportunidade única de dispor de “subversivos” para exercer instintos bestiais de opressão, tortura, eliminação clandestina? Se essas execráveis figuras acreditavam estar fazendo bem ao nosso País, por que não querem divulgar seus feitos e assumir suas atitudes e responsabilidades?
A outra Comissão da Verdade, a nacional, não está tendo vida fácil. Começa que conta com alguém que acredita na “anistia” a quem nem foi acusado de nada em juízo (um contrassenso). É Gilson Dipp, ministro do STJ e ex-perito designado pelo Brasil na Corte Interamericana de Direitos Humanos, onde atuou contra os familiares de guerrilheiros do Araguaia “desaparecidos” até hoje. Além disso, em recente entrevista ao Jornal do Commercio, o jurista José Paulo Cavalcanti Filho, membro daquela comissão, conta como foi decepcionante o encontro da entidade com o ministro da Defesa, Celso Amorim. Depois de afirmar que os arquivos militares estariam abertos à comissão, o ministro mostrou-se evasivo e sugeriu que procurassem o Itamaraty. O jurista disse que a comissão está atrás dos arquivos militares da repressão, e esses ou foram queimados ou enviados para a Base Aérea junto ao Aeroporto Santos Dumont. Ali houve um providencial incêndio que só vitimou arquivos comprometedores da ditadura. Papéis de interesse militar não foram atingidos. Há notícia de outras queimas de arquivos. Ele está otimista com arquivos dos EUA já requisitados. Lá, queimar arquivo dá cana.
Em Pernambuco, Fernando Coelho lembra que a Comissão não tem poder punitivo, mas nada impede que emita opinião sobre os fatos e recomende punições. A tortura e assassinato do padre Henrique e o desaparecimento de Fernando Santa Cruz são dois casos sobre os quais a Comissão está debruçada. Com 98 anos, dona Elzita, mãe do “desaparecido” e do vereador olindense Marcelo Santa Cruz, reafirmou, por ocasião da instalação da Comissão, a esperança de ter informações que há décadas espera sobre o filho. Alguns militares reformados, que se julgam guardiães do descalabro da ditadura, estão indóceis e criando comissões paralelas. Contudo, vamos ser otimistas e crer no triunfo da verdade. Um direito e não revanchismo.
PS – Na próxima quarta às 19h, no Museu do Estado, Marcelo Mário de Melo lança seu Os colares e as contas – Poemas políticos. *** Nos dias 11 e 12 passados, a Academia Pernambucana de Letras realizou um seminário sobre a vida e obra do romancista Gilvan Lemos.



Juracy Andrade é jornalista

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Pela verdade e pela justiça, sempre!





Michel Zaidan Filho
 
Recebi, com imensa indignação, um comunicado de um membro da Comissão designada para apurar o destino dos desaparecidos políticos em Pernambuco, sobre a fraude de uma carta contendo ameaças e intimidações à família do vereador Marcelo Santa Cruz, subscrita com o meu sobrenome. Gostaria de reafirmar de público o meu grande apreço e respeito pela trajetória de um parlamentar pernambucano, que fez de uma tragédia familiar, uma motivação para lutar pela justiça e pela democracia em Pernambuco.
 
Conheço Marcelo Santa Cruz, desde os estertores da malfada ditadura militar brasileira. Estivemos juntos em muitas frentes de luta, eventos, mesas, debates etc. Nunca estivemos de lados opostos ou divididos por opiniões ou interesses políticos diversos. Não posso, assim, deixar passar barato uma tentativa infame de me colocar contra uma pessoa, com quem tenho todos os motivos do mundo para apoiar ou concordar. Fique aqui o registro desse depoimento público para os desavisados e os mal-intencionados.
 
Estamos atravessando um momento difícil. O clima de "caça às bruxas" que se abriu, com uma cruzada pública de moralidade republicana e de denúncias de todas as origens e contra todo mundo, certamente tem contribuído para essa aura de desconfiança generalizada, com falsos paladinos da honra pública, injustiças, calúnias e infâmias cometidas contra tudo e contra todos. Essa estratégia tem um sentido: nivelar a todos, neutralizando o direito de resposta, a denúncia, a resistência e a luta pela reparação de direitos e danos morais, humanos e políticos.

A questão que se coloca diante dessa estranha situação é se as medidas tomadas recentemente pelo governo federal e estadual terão força e legitimidade suficientes para encaminhar a espinhosa (mais inadiável) tarefa de apurar o paradeiro das 123 vítimas da ditatura militar, aqui, em Pernambuco. Após o que, as famílias procurarão necessariamente a responsabilização penal dos autores desses crimes e a justa reparação pelos danos humanos, morais e político- para que possam finalmente dormir em paz. Nesse ponto, é de se arguir pela composição da comissão nomeada pelo atual mandatário estadual para esta difícil missão. Seria desejável que nenhum de seus integrantes tivesse - em algum momento - servido de instrumento para perseguição de opositores políticos a governadores a quem serviram. Ou que nela estivessem pesquisadores e historiadores preocupados, não com os conservadores e liberais de antanho, mas com os torturadores, ditadores e conservadores do presente.

De toda maneira, no Brasil as coisas se dão sempre na base da conciliação. Nunca do enfrentamento direto e radical dos problemas e das questões. Esse é o caminho brasileiro para as mudanças históricas, que faz com que nos tenhamos de conviver, diuturnamente, com aqueles que nos oprimiram um dia. Oxalá, pelo menos os parentes - como Marcelo Santa Cruz - dos nossos desaparecidos políticos possam ter o consolo da verdade e da justiça, com a pressão da sociedade civil, a fiscalização da mídia e do compromisso ético e político dos membros dessa comissão de ir até o fim.
 
- Michel Zaidan Filho, cientista político, professor da UFPE

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Marcelo Santa Cruz através da Câmara de Olinda concede Medalha Aloísio Magalhães ao escritor Pedro Nunes Filho

Homenagem

Fonte: Folha de PE
13/06/2012


Uma verdadeira exposição sobre a vida de bravura e heroísmo do povo sertanejo. É nesta temática de luta e resistência que versam os textos do escritor pernambucano Pedro Nunes Filho, homenageado na noite de ontem, no Plenário da Câmara de Olinda. A solenidade foi uma iniciativa do vereador Marcelo Santa Cruz e conferiu a medalha Aloísio Magalhães, além de um diploma de mérito, resultados da importante contribuição à cultura e história do Nordeste do País. Na oportunidade, foi relançada a obra “Mundo Sertão: Terra não revelada”, que aborda os feitos e proezas locais em meio às intempéries e dificuldades enfrentadas pelo povo. “Tenho profunda afetividade com esta cidade, berço de grandes artistas e símbolo da resistência artística no Estado. Este reconhecimento é motivo de alegria e me traz motivação para seguir em frente”, destacou.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Agente de polícia do Dops no Recife pode ajudar a esclarecer morte de Padre Henrique, após 40 anos

Fonte: Blog Jamildo

O advogado Pedro Eurico, um dos integrantes da Comissão da Verdade de Pernambuco, revelou, no programa Ponto Final, que vai ao ar nesta semana, que um agente de polícia do Dops dará um depoimento bomba, ajudando a esclarecer a morte do Padre Henrique, durante o período militar. A morte ocorreu há 43 anos.


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http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2012/06/11/agente_de_policia_do_dops_no_recife_pode_ajudar_a_esclarecer_morte_de_padre_henrique_apos_40_anos_132377.php

Marcelo Santa Cruz retira pré-candidatura à Vice-prefeitura de Olinda


Carta à militância do Partido dos Trabalhadores – Olinda.
          
Tive a honra de ter meu nome colocado pela Tendência Construindo Um Novo Brasil – CNB – Olinda como um opção para representar o PT na chapa Majoritária como vice do Prefeito Renildo Calheiros.  O  nosso nome foi colocado como candidato da unidade partidária porque entendemos que a missão do Vice-Prefeito é representar todo o partido, precisa ter trânsito entre os partidos da frente  e ter uma boa  articulação com os movimentos sociais da cidade.

Também não pretendíamos nos submeter a nenhum tipo de votação, uma vez que  em nossa compreensão  o vice é um cargo ou função de composição, respaldado na unidade partidária.  Desta forma,procuramos a todo momento buscar a unidade do partido, reconhecendo a legitimidade de outras postulações ao cargo de Vice-Prefeito.

No entanto, o processo de negociação não avançou, porque setores do PT estão se movendo  pelo sentimento de vingança e  mágoas, optaram pelo caminho da destruição dos legítimos interesses partidários.

Por outro lado, os companheiros que compõem a Tendência PT PARA TODOS, capitaneada pelo Vereador Enildo Arantes sempre manteve um diálogo respeitoso conosco e nesse processo  fomos aliados desde o primeiro momento na defesa do governo de  Renildo Calheiros e da importância da reeleição do governo popular em Olinda, aprofundamos o debate político sobre a cidade e o processo eleitoral de 2012, juntamente com o Senador Humberto Costa , o Deputado Federal João Paulo, o Deputado Federal Maurício Rands e outras lideranças do PT no Estado.

Após todo o processo de conversas local e estadual, percebemos que  o PT precisa levar para o Prefeito apenas um nome que seja legitimador do desejo do maioria da base partidária expresso na votação que decidiu nossa permanência na Frente Popular e sendo coerentes com nossa política de unidade partidária em que o projeto do PT está acima de interesses menores e por não conseguirmos nossos objetivos pelos motivos acima explicitados estamos retirando nossa pré-candidatura a Vice-Prefeito de Olinda e ao mesmo tempo que indicamos apoio ao companheiro Enildo Arantes para compor a Chapa Majoritária com o Prefeito Renildo Calheiros, companheiro que está compromissado a ser um vice de todo o PT.
         Olinda, 10 de junho de 2012.
      Marcelo Santa Cruz
    Vereador PT
           Construindo Um Novo Brasil – CNB Olinda