quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Caminhada de Dilma e Lula em Recife

A militância tomou conta do Recife nesta terça- 21.10, com a esperança renovada.
Mais amor, mais emprego, mais trabalho, mais educação, mais saúde
#dilmais #dilma13






terça-feira, 21 de outubro de 2014

Panfletagem em Olinda - em frente ao Bradesco de Bairro Novo

Companheiros e companheiras, não vamos nos iludir com pesquisas. A eleição se decide domingo. Por isso, convocamos todos e todas para panfletagem, as 9h, em frente ao Bradesco de Bairro Novo. Vamos garantir a vitória com muita luta. Contamos com voces. Vamos precisar de todo mundo. ‪#‎olindatacomdilma13‬

Chico César: Lula e Dilma levaram políticas públicas onde antes só havia ‘ermos e grotões’


Em entrevista à Fórum, cantor e compositor comenta recentes manifestações de preconceito contra nordestinos após o primeiro turno das eleições
Por Adriana Delorenzo
Nascido no município de Catolé do Rocha, interior da Paraíba, o cantor, compositor e poeta Chico César é um dos principais expoentes da cultura nordestina, valorizando ritmos como o frevo e o forró. Na entrevista a seguir, concedida hoje (8/10), Dia do Nordestino, o artista comenta as manifestações contra a região na internet. Para ele, trata-se de casos isolados. “Esse pensamento conservador e desmotivador da grande política, esse sim, tem se alastrado com o vasto apoio da mídia corporativa brasileira”, diz.
Leia mais:
http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/10/chico-cesar-lula-e-dilma-levaram-politicas-publicas-onde-antes-via-ermos-e-grotoes/

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Comissão Nacional da Verdade encerra audiências com coleta de depoimentos em PE

Direitos humanos »

Publicação: 13/10/2014

Em depoimento nesta segunda-feira (13), durante audiência da Comissão Nacional da Verdade (CNV), em Pernambuco, em parceria com a Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Hélder Câmara (CEMVDHC), o coronel José Carlos Acampora negou que tenha visto mortos. Entretanto, confirmou a ocorrência de práticas de tortura no local. Disse, inclusive, que participou de treinamentos de práticas como afogamento e choque, na Amazônia.

"Notícia de que morria? Tinha. Também que se jogava no mar e que se enterrava". A frase é posterior ao questionamento sobre possíveis mortes  no Destacamento de Operações e Informações (DOI) do IV Exército, com sede no Recife.

Além de Acampora, o tenente-coronel do Exército Joaquim Gonçalves Vilarinho Neto, que comandou a PM pernambucana entre 1971 e 1973, também foi inquirido. Vilarinho negou a participação em torturas e disse não conhecer as vítimas que tiveram nomes foram citados pelas comissões.

Coordenador da CNV, Pedro Dallari afirmou que Vilarinho usou um “silêncio seletivo”, já que falou sobre suposta amizade com Dom Hélder e outrostemas que lhe beneficiavam, mas negou-se a responder diversas perguntas dos integrantes da comissão.

Transmitidos ao vivo pela página da CNV, os depoimentos, conforme o coordenador, mostraram que os agentes públicos eram separados de acordo com as atividades. Uns participavam da captura de militantes, por exemplo, e outros os torturavam.

Realizada hoje à tarde, a audiência faz parte da série de atividades da CNV no estado. Logo na abertura da reunião, Dallari explicou que aquela seria a última audiência de instrução da comissão, já que o relatório final dos trabalhos deverá ser entregue à presidenta Dilma Rousseff no dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Nesta terça-feira (14), a CNV e a CEMVDHC farão o reconhecimento dos locais onde funcionaram a Delegacia de Ordem Política e Social (Dops) de Pernambuco e o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) do IV Exército. Em relatório preliminar da CNV, concluído em fevereiro, o DOI-Codi do Recife é uma das sete instalações militares descritas como lugar de práticas de tortura. Quatro ex-presos políticos participarão das diligências.

Segundo a CNV, das unidades listadas no relatório que motivou a sindicância para apurar desvio de finalidade no uso das instalações das Forças Armadas, apenas a Base Naval da Ilha das Flores, no Rio de Janeiro, ainda não foi objeto de visita da comissão. A ida ao local deve ocorrer antes do encerramento das investigações, mas ainda não há data confirmada.

A Marinha, o Exército e a Aeronáutica negam que tenha ocorrido desvio de função em suas unidades militares. 

domingo, 12 de outubro de 2014

FÉ E POLÍTICA


Marcelo Santa Cruz*

Não é hora de desencanto, descrença, pois um resultado eleitoral não deve abalar a fé e a crença na ação política como instrumento de mudanças e conquistas. Então nada de julgar que “a desilusão política pode ser maior que a do amor”, mas sim como um passo para fazer política com amor, ética, visando construir um regime de paz, justiça, bem estar e convivência fraterna e solidária.
É claro que o resultado não foi o esperado, contudo a nossa campanha foi vitoriosa por agregar práticas e valores que marcaram nossa luta por um mandato de deputado estadual. Assim não houve, em nenhum momento, qualquer atitude fora dos princípios éticos que fazem parte de nossa ação e história desde o início no movimento estudantil, quando lutamos contra a violência da ditadura, defendemos os direitos humanos e sociais, bandeiras defendidas por muitos integrantes daquela geração.
Alguns dos companheiros e companheiras eram de outros partidos e tendências, também de uma nova geração, que não viveu a ditadura, não sofreu as conseqüências da repressão, mas compreendeu que a nossa legenda, apoiando Armando Monteiro Neto para o Governo do Estado e Dilma Rousseff para a presidência da República, não tinha qualquer ligação com os remanescentes daquele período nefasto da vida brasileira, apoiados e aceitos por Marina Silva e Aécio Neves, cortejados pelo Clube Militar.
Esse fato fica mais evidente agora, quando lideranças militares festejam Aécio Neves e fazem campanha contra Dilma, por defender a Comissão da Memória e da Verdade, que apura as violências do regime militar e quer apontar os responsáveis pelas torturas, mortes, desaparecimentos, crimes contra a humanidade, que ninguém pode  esquecer, fazer de conta que não aconteceu. No nosso caso, por exemplo, até hoje nossa família nada sabe sobre Fernando Santa Cruz, preso e torturado, tido como “desaparecido”, sofrimento que também afeta tantas outras pessoas neste país, que ainda lutam para saber o que realmente aconteceu com seus entes queridos, vítimas da ditadura e que morreram lutando por democracia, justiça e paz.  
A todas e todos, de diferentes classes sociais, ideais e posições, queremos expressar a nossa gratidão por apoiar nossa candidatura para deputado, crer e aceitar  nossas idéias, princípios éticos, nossa disposição de fazer uma reforma política no país, capaz de combater a influência do poder econômico, que em Pernambuco foi ostensivo, com a força da máquina do Estado e das prefeituras controladas pelo partido no Estado.
Evidente que o uso de recursos do setor público, de empresas privadas, foi fator preponderante na derrota de candidatos de valor do nosso partido que pleiteavam mandatos na Assembléia, na Câmara dos Deputados e no Senado, tais como João Paulo, Fernando Ferro, Dílson Peixoto, Pedro Eugênio e outros, com os quais fizemos parceria por acreditar na lisura de suas ações e posições na vida política do Estado e do país. É uma perda lamentável para o avanço da nossa representação parlamentar, para um legislativo que necessita de quadros para promover reformas e mudanças, ou seja, uma casa do povo atenta às suas reivindicações e com independência para questionar atos do Executivo e do Judiciário.
Não temos dúvida, porém, que essa derrota episódica, reflexo de uma situação atípica em Pernambuco, vai terminar por fortalecer a nossa luta, nossa mobilização por reformas políticas, econômicas e sociais, que tendem a avançar em nosso país. É fundamental, portanto, ter fé na ação política, na democracia e no debate com as forças sociais, apesar da atual mobilização e correlação de grupos apoiada pela mídia e pela campanha ostensiva do sistema financeiro nacional e internacional que investe contra o Brasil, os paises do Merco Sul e os BRICS, um conjunto de nações, uma terceira força. voltada  para construir uma nova ordem internacional independente e humanista.      

*Marcelo Santa Cruz
Militante dos Direitos Humanos
Vereador do PT em Olinda.